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FLEX TENDÊNCIA | MARÇO
Por Liliam Benzi

01 de Março de 2018
Apesar da crise, setores de biscoitos, massas, pães e bolos continuam importantes para a indústria de embalagens flexíveis

Mesmo com um desempenho de mercado muito próximo ao registrado em 2016, as indústrias de biscoitos, massas alimentícias, pães e bolos industrializados estão celebrando o resultado de 230127 recpém divulgado pela associação do setor, a Abimapi. Segundo o estudo realizado pela Nielsen, o faturamento bateu a casa de R$ 39,252 bilhões. Isto significa uma certa estabilidade em relação ao ano anterior, já que a queda foi de apenas 0,6% (em 2016 o setor faturou R$ 39,517 bilhões). Contudo, em volume a queda foi mais acentuada - 3% - totalizando 3,5 milhões de toneladas vendidas.  

A boa notícia é que em um comparativo com os resultados dos últimos cinco anos, as indústrias registraram uma alta de 34% em vendas e de 4,5% em volume. E esta estabilidade foi sentida em praticamente todos os setores.  

As indústrias de biscoitos, por exemplo, faturaram R$ 24,054 bilhões em 2017 contra R$ 24,151 bilhões em 2016. Em relação ao volume, foram vendidas 1,82 milhão de toneladas, contra 1,87 milhão de toneladas no ano anterior. “Os biscoitos não saíram do carrinho de compras, o que notamos foi que o consumidor optou por trocar os produtos de maior valor agregado, como os recheados e cobertos, pelos básicos, no caso as rosquinhas e os do tipo maria/maisena”, diz Claudio Zanão, presidente Executivo da Abimapi.  

Em comparação aos últimos cinco anos, a categoria avançou 35,3% em negócios e 6,51% em toneladas vendidas, segundo a Nielsen. Neste período, os cookies foram os que mais cresceram (43,9%), seguidos das rosquinhas (40,4%) e do tipo maria/maisena (37,6%).  

Já o mercado de massas alimentícias movimentou R$ 8,751 bilhões, valor próximo ao faturamento de 2016 (R$ 8,918 bilhões). A produção nacional registrou queda de 2,87% em 2017, com 1,208 milhão de toneladas, contra o volume anterior de 1,244 milhão de toneladas. As massas secas foram as mais consumidas, gerando vendas de R$ 5,443 bilhões, equivalente a 989,347 mil toneladas em volume. As massas instantâneas alcançaram R$ 2,716 bilhões e 180,488 mil toneladas e as massas frescas, R$ 593 milhões e 39,139 mil toneladas.


De 2013 a 2017, o setor de massas cresceu mais de 26% em vendas enquanto em volume houve um leve aumento de 0,76%. “Nos últimos anos, temos enfrentado altas nos custos de produção, especialmente do trigo, que aumentaram os preços finais, mas não causaram grande impacto para o consumidor” pontua Zanão.

O cenário dos pães e bolos industrializados também foi de estabilidade no período. Juntos, estes alimentos movimentaram R$ 6,446 bilhões, com volume de vendas de 465,791 mil toneladas. Desde 2013, esta categoria cresceu 41,75% em faturamento e 7,37% em toneladas vendidas.

O mercado dos chamados “pães de forma” se manteve estável, com crescimento de 0,46% em faturamento em relação a 2016, atingindo R$ 5,606 bilhões. Em volume, registrou-se queda de 4,53%, atingindo 433,911 mil toneladas no ano passado. Na comparação destes mesmos dados com os de 2013, o aumento nestes cinco anos foi de 46,37% em faturamento e 8,72% nas vendas.

Em relação aos bolos industrializados, o segmento perdeu 3,16% em faturamento em 2017 em relação ao anterior, totalizando R$ 840 milhões. Este valor é 14% superior ao registrado há cinco anos. Em volume, o total de vendas em 2017 atingiu 31,880 mil toneladas, menos 7,49% em relação a 2016. Nos últimos cinco anos, o volume total de vendas do produto caiu 8,10%. “Estas foram as categorias mais afetadas pela crise no bolso do consumidor. Enquanto os biscoitos e as massas alimentícias são produtos que fazem parte da alimentação básica da população, os pães e bolos industrializados têm maior valor agregado e, por isso, são mais caros”, conclui Zanão.

*Liliam Benzi é especialista em comunicação, desenvolvimento de negócios e estratégias para B2B, com ênfase no setor de embalagens. Também é editora de publicações e Assessora de Comunicação de diversas empresas e entidades, como a ABIEF e a WPO (Organização Mundial de Embalagem). (+ 55 11) whatsapp (11) 99989-1597 
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